quinta-feira, 11 de abril de 2013

Coisas da gente.


Andei me acostumando com uma solidão saudável, que até achava graça. Nada de encontros, muito menos desencontros. Havia apenas a paz de estar com quem fosse fundamental, mesmo que isso às vezes me levasse a estar cada dia mais só. Mas a vida, constantemente, andava me mostrando novos caminhos o que não deixaria de ser saudável, não fosse a velha premissa: as pessoas voltam a te procurar quando você volta a estar bem. 

Então, quando você acha que não há mais nenhum resquício de uma história de amor, você erra mais uma vez. Ou não erra? Afinal, você afasta ou repensa? Você avalia as possibilidades de mudança do outro ou apenas lembra dos seus longos processo até esquecer? Você diz não, ou diz sim? Se arrisca numa nova aventura do que um dia já aconteceu, ou simplesmente nega o passado e aceita só o que novo? 

Me diz como se ama alguém, se nunca há um jeito certo de amar os outros? Me diz como a gente se ama a ponto de conseguir se manter firme e evitar o que apenas podem ser migalhas? Me diz como a gente um dia pode ter certeza, se o que é previsível na maioria das vezes não provoca encanto... A vida e seus jogos. A vida e nossa busca incessante por respostas. Quiçá um dia, tudo fique menos difícil. Porque pensando bem, se fosse exatamente fácil ninguém gostaria tanto de amar. Ou as pessoas amariam mais? 

São essas coisas da gente que me fazem acreditar na vida, todos os dias, mesmo que por vezes eu não saiba bem como caminhar. Ou o que escolher.




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